Durante a semana, uma amiga tem conversado comigo sobre o delicado quadro de saúde de sua mãe, que já está com uma idade já avançada. Ela me falava da sua angústia e da sua mãe que está internada e do sofrimento de ambas, cujo motivo era o mesmo: "o sofrimento de uma era presenciar o sofrimento da outra". A mãe dela sofria mais por ser um peso para os filhos, enquanto minha amiga sofria por ver a fragilidade da mãe. A minha reflexão parte do sofrimento da mãe em ser um peso para os filhos quando chega à velhice. E aqui prefiro usar a palavra PESO mesmo, no sentido de algo que não é agradável, e fazer as pessoas a terem essa imagem para poderem medlhor compreender o a reflexão.
Há algum tempo já estou pensando sobre a relação entre pais e filhos, inclusive dediquei alguns posts sobre o tema. Sobre como os pais acabam por se tornarem pesos na vida dos filhos, quando envelhecem, ao ponto dos pais desejarem irem para asilos ou ainda abreviarem a sua vida. Sim, nós sabemos que quando os pais idosos adoecem e ficam acamados, eles passam a desejar a morte para não ser um peso para os filhos.
Usei a palavra peso porque não são raros os filhos que passam a ver os pais como peso. Não são a maioria, mas também não é uma parcela insignificante. Os governos vêem os idosos como pesos para a sociedade, basta analisarmos as políticas para tributárias que volta e meia desejam adotar, o atendimento aos idosos que dependem do SUS, o procedimento para aposentar, cuja idade mínima tem aumentado a cada gestão.
Concentrando na relação entre pais e filhos, e refletindo sobre a Divina Sabedoria.
Fiquei pensando sobre o "peso prazeroso" que todo filho é quando é um simples bebê, e totalmente dependente dos pais. Então, os pais mudam o ritmo de vida, hábitos, a velocidade de seu cotidiano para poder cuidar dos filhos. Sim, quando somos simples bebês somos um peso, mas que os pais carregam com GRANDE ALEGRIA, e a grande alegria dos bebês é estarem com os pais, com quais se sentem seguros
Me questiono que essa alegria não pode ser revivida, mas com os papéis invertidos, onde os filhos cuidam de seus pais, e os pais vejam em seus filhos seus protetores? Sim, acredito que, em sua grande Sabedoria, Deus tenha preparado o ciclo de vida de uma pessoa assim. Enquanto os pais cuidam dos filhos no início de vida destes, os filhos cuidam dos pais na velhice, e felizes são aqueles que percebem essa dádiva, e passam a vivê-la bem. Com toda a certeza teríamos mais alegria. É como se Deuis quisesse nos oferecer a oportunidade de retribuir quase da mesma maneira todo o cuidados que os pais tiveram conosco.
Mesmo que os pais vão perdendo a razão com a idade, oras bolas, quando bebês não tinhamos nenhuma razão também. Eles ficam frágeis na velhice, e requerem cuidados especiais, assim como cada um de nós quando crianças, e nem por isso fomos abandonados.
Bem, já que Deus me permitiu vislumbrar essa maravilha da relação de pais e filhos, não quero desperdiçá-la.
Reflita nisso quando seus pais envelhecerem e perderem a razão, e quando achar melhor entregá-los a "serviços profissionais". A relação entre pais e filhos precisa mesmo é de AMOR.
Abraço.
Resumiu muito bem, o único sentimento que realmente vale a pena é o AMOR. Belo Blog, parabéns.
ResponderExcluirEsteja sempre a vontade para refletir, opinar e me fazer refletir novamente
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