"As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho"- Mário Quintana

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Fernando Pessoa: Equilíbrio


"Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril"

sábado, 19 de novembro de 2011

Uma auto-reflexão auxiliado por um anjo


      Recentemente, conversava com uma amiga, e falávamos das nossas vidas, angústias, sonhos e projetos. Em um determinado momento a nossa conversa, bem agradável diga-se de passagem, começamos a conversar sobre características e virtudes. Em especial eu falava das virtudes que admiro em pessoas que fizeram diferença no mundo na época que viveram e ainda fazem diferença. De alguma maneira, levaram esperança e mudaram o comportamento das pessoas.

      Nesse momento, ela me indagou se nessas virtudes não buscava a mim mesmo. Confesso que fiquei perturbado com tal pergunta. Ela me perguntou se não me via nessas virtudes. Embaraçado, fiquei sem saber o que responder, e então ela finalmente me perguntou:"Se eu tem perguntar Quem é Wilian, o que me responde?". Admiti que não sabia responder, e ao mesmo tempo me vi como um quebra-cabeças, onde somente as peças das bordas estavam montadas. Todas as outras ainda estavam para serem colocadas.

     Ao mencionar isso a minha "psicóloga", ou anjo como prefiro me referir, me falou sobre o trabalho que eu tenho de organizar as peças que faltam para chegar a minha identidade. Essa jornada de auto-conhecimento e aperfeiçoamento que eu tenho de fazer, é a que todos nós temos de fazer. Nos conhecer melhor a cada dia, encontrar e vencer um obstáculo, fazer descobertas sobre nós mesmos, sonhar, lutar por esses sonhos é talvez o grande objetivo dessa aventura chamada VIDA.

    Chamo de anjo, pois creio sim que Deus a tocou de alguma maneira, para acordar o que dormia em mim, para ver potências que estavam hibernando. Sim, pensamentos, projetos que haviam sido esquecidos são retomados, foram retomados pois sem eles o quebra-cabeças não ficará completo.

    Obrigado cara amiga, anjo mesmo. Não vou deixar pergunta para reflexão? Dessa vez eu preciso? Boa reflexão!

     

  

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Quais os monstrinhos que estamos alimentando hoje, que nos ameaçarão no futuro?

Após um bom tempo engolido pelo mundo, por assim dizer, e motivado pela pergunta de uma amiga (obrigado Andressa) volto a esse espaço.
O título desse texto começou com uma reflexão motivada pela a atual campanha para o não uso de sacolas plásticas descartáveis. Não, não tenho nada contra a campanha. Muito pelo contrário sou favorável sim. Entretanto, assim que percebi que essa campanha acentuáva-se, lembrei que na minha infância, quando as compras de mercado eram colocadas em sacolas de papel, e começou a surgir as sacolas plásticas, havia todo um chamariz para o uso dessas sacolas, vilâs da ecologia de hoje, aliás desde sempre.
Essas sacolas eram ditas amigas de higiene e até ecológicas, pois com o seu uso menos árvores seriam derrubadas para se fazer mais sacos de papel. Pois bem, hoje vemos rios, lagos e mares infestados e contaminados com essas sacolas.
Com certeza alguns dirão: É o poder da mídia! Em parte concordo, mas também não é o pensamento imediadista que tem movido o mundo que nos faz alimentar os monstrinhos que crescem e se tornam monstros no futuro a nos ameaçar? Como em desenhos animados ou filmes onde os filhotes de dragões são tão bonitos, mas quando crescem são ameaçadores prontos a cuspir fogo. Será que não deveríamos pensar mais nas futuras consequências negativas de nossas opções.
Lembro-me que o então presidente norte-americano George W. Bush, certa vez declarou que os Estados Unidos não iriam cumprir com metas para diminuir a emissão de gases tóxicos e CO2, pois argumentou que as futuras gerações desenvolveriam tecnologias para resolver o problema. TODO mundo criticou sua declaração e postura e não nutro nenhuma simpatia por ele. No entanto, será que somos tão diferentes dele? No ultimo final de semana houve o Festival SWU, cujo tema oficial é a sustentabilidade. Convenhamos, como ficou o estado do local do evento? Houve mudança de comportamento dos participantes? Ou foi um festival de música como outro qualquer, com fins puramente capitalistas e de prazer próprio?
Fala-se muito em energia solar, sobre o uso de paineis de captação de energia solar. Entretanto, é sabido que para fazer esses paineis de captação solar, a poluição produzida na transformação do silício é imensa.
   O que me leva a pensar sobre o título do texto de hoje.