No filme Contágio, de 2011, um vírus
infecta e mata 26 milhões de pessoas. Mesmo aqueles que escapam do vírus
são infectados por algo mais: o medo paralisante. Para conter a
infecção, as forças armadas impõem uma quarentena: As pessoas ficam em
casa, recusando-se a interagir com qualquer um que não seja da família.
Tocar qualquer objeto ou pessoa torna-se um risco, porque o vírus está
em todos os lugares.
As formigas agem diferente. Quando um fungo
mortal infecta uma colônia, os insetos saudáveis não expulsam seus
companheiros doentes. Em vez disso, eles recebem o contágio, lambendo
seus vizinhos para remover os esporos do fungo antes que os patógenos
brotem e cresçam. Aparentemente esse tipo de higiene dilui a infecção,
tornando-a mais fraca na colônia. Em vez de deixarem seus companheiros
infectados lidarem com a infecção sozinhos e morrerem, as formigas
saudáveis compartilham seu fardo e infectam todos na colônia com uma
dose pequena do fungo, o suficiente para que o sistema imune de cada
indivíduo consiga lidar com ele. Esse tipo de “imunização social”
prepara também o sistema imune das formigas saudáveis para lutar contra a
infecção. Essas são as conclusões de um novo estudo publicado na edição
de 3 de abril da PLoS Biology.
Em negrito o trecho que mais me chamou a atenção. Um bom exemplo a ser seguido de uma sociedade onde cada indivíduo tem seu papel. E cada um deles procura executar bem sua função visando o melhor para todos. Incrível como a Sabedoria Divina deixa pequenos recados mesmo através desses pequenos e "irracionais" seres a nós que nos gabamos de sermos pensadores. Reparem que compartilhar o fardo, a dor, o sofrimento converte-se em benefícios para todos, sem deixar ninguém para morrer.
Não escrevo muito dessa vez? Não.... preciso?
Abraço
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